E eu continuo aqui, sem ti, sem o teu abraço, sem o teu aconchego, mas quem sabe, talvez seja melhor assim mesmo.
Costumava querer-te do meu lado a toda a hora e penso que foi isso que fez com que as coisas me magoassem tanto, não dei espaço para que escolhesses ir ou ficar, sempre te agarrei demasiado e agora arrependo-me disso... Gostava tanto da forma como me afagavas o cabelo, da delicadeza com que me tocavas o rosto, da maneira como as nossas mãos pareciam completar-se, nem dei conta que te estava a perder, pensei que bastaria ser eu mesma e que tu nunca me irias trocar, mas parece que eu, na minha simplicidade, não chegou, que queres melhor e eu não te posso dar mais do que aquilo que tenho, portanto deixo-te ir, com o vento, como uma folha que segue uma direcção oposta mas que pode ainda voltar para o pé de mim caso o vento mude o seu sentido ...
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